terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fabiano Magalhães (PMDB) lidera pesquisa Ibope em Santa Quitéria

A diferença do primeiro para o segundo colocado, conforme o relatório da pesquisa, é de apenas dois pontos

Dois candidatos à Prefeitura do Município de Santa Quitéria estão tecnicamente empatados, embora Fabiano Magalhães de Mesquita (Fabiano) esteja dois pontos percentuais à frente do segundo colocado, segundo o relatório do Ibope, em pesquisa realizada naquela localidade entre os dias 14 e 15 de setembro últimos, contratada pela TV Diário, uma das empresas de comunicação integrantes do Sistema Verdes Mares.

Em Santa Quitéria estão disputando a Prefeitura três candidatos: Fabiano Magalhães de Mesquita, registrado na Justiça Eleitoral como Fabiano, representando o PMDB, liderando a Coligação Unidos Por uma Santa Quitéria de Todos. O segundo nome é Tomás Antônio Albuquerque de Paula Pessoa, registrado como Tomás Figueiredo, apresentado pelo PSDB encabeçando a Coligação Santa Quitéria de Volta ao Trabalho. O terceiro é Francisco das Chagas Magalhães Mesquita, registrado como Chagas Mesquita, indicado pelo PSD à frente da Coligação Santa Quitéria No Rumo Certo.

A pesquisa do Ibope ouviu um total de 301 eleitores, maiores de 16 anos, com o objetivo de levantar junto aos eleitores da área em estudo opiniões relacionadas a assuntos políticos e administrativos. Ela foi devidamente registrada no Tribunal Regional Eleitoral.

Números

Segundo o relatório do Ibope, na primeira parte da pesquisa, a denominada de estimulada, quando o entrevista apresenta a relação de candidatos a prefeito do Município ao eleitor e pergunta em qual deles ele votará, o resultado indica um empate técnico com ligeira vantagem de dois pontos percentuais entre o primeiro e o segundo colocados. O candidato registrado como Fabiano tem a preferência de 37% dos eleitores da cidade, seguido do postulante Tomás Figueiredo com 35%. O terceiro colocado é Chagas Mesquita com 22% das preferências do eleitorado local. Apenas 1% ficou com o nulo e branco e 4% com o não sabe ou não responderam.

Na segunda parte da pesquisa, chamada de espontânea pelo fato de os entrevistados perguntarem em quem o eleitor votaria para prefeito se a eleição fosse hoje, sem, no entanto, apresentar nomes de candidatos. Chagas Mesquita foi apontado por 18% dos entrevistados, seguido de Tomás Figueiredo com 33% das citações e Fabiano com 36%.

Rejeição

O modelo de amostragem utilizado na pesquisa é o de conglomerados em dois estágios. No primeiro estágio são selecionados os conglomerados com probabilidade proporcional ao tamanho sistemático. A medida do tamanho é a população de 16 anos ou mais residente nos setores. No segundo estágio são selecionados de cada conglomerado um número fixo de eleitores segundo cotas de variáveis.

Após os entrevistadores do Ibope perguntarem aos eleitores em quem votaria para prefeito de Santa Quitéria, tanto com a apresentação da relação de candidatos, quanto sem apresentar nomes de postulantes, foi feita uma terceira indagação que é da rejeição. O entrevistador pergunta ao eleitor em qual candidato ele "não votaria de jeito nenhum".

Nesta parte da pesquisa o líder é Tomás Figueiredo. Ele é rejeitado por 37% dos eleitores. O segundo mais rejeitado, Fabiano, tem 13 pontos percentuais a menos e ficou com 24% de rejeição. O terceiro mais rejeitado é Chagas Mesquita que ficou com 23%. Tecnicamente os dois últimos estão empatados nessa parte da pesquisa. 10% dos eleitores disseram poder votar em todos os candidatos e 12% ficaram com o não sabe ou não responderam, diz o relatório do Ibope.

49% dos eleitores do Município de Santa Quitéria estão muito interessada na campanha eleitoral deste ano. 29% responderam que têm interesse médio, 18% estão com pouco interesse, e apenas 4% responderam não ter nenhum interesse.

O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 6 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. As entrevistas são pessoais com utilização de questionário elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa. As entrevistas são realizadas por uma equipe de entrevistadores contratados pelo ibope, devidamente treinada para abordagem deste tipo de amostra. Há filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas e fiscalização em aproximadamente 20% dos questionários, segundo o relatório final da pesquisa apresentado pelo Ibope.

14% dos eleitores acham que é ótima a administração do atual prefeito Chagas Mesquita, 33% consideram-na boa, 30% dizem ser regular, 5% ruim e 12% acham que é péssima.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Arruda Bastos secretário de saúde do ceará comunicou via twitter e facebook o inicio das obras do hospital regional do sertão central


Governo Cid Gomes inicia obras de construção de novo Hospital. É o terceiro Hospital Regional e o décimo da rede da Secretária de Saúde do Ceará.
Solenidade de assinatura de Ordem de Serviço do Hospital Regional do Sertão Central - HRSC
Município: Quixeramobim
Local: Canteiro de Obras
Dia - 08/05/2012 - Terça-feira
Horário:19:00 hs.

1º de maio dia do trabalho


Parabenizo todos os trabalhadores que no dia a dia se dedicam ao seu trabalho para conseguir o pão de cada dia, para fazer dessa nação um lugar melhor para viver, que na grande maioria é esquecido por aqueles “chefes da nação”. Feliz dia do trabalho que hoje possamos comemorar com muita alegria e responsabilidade. Parabéns a todos os trabalhadores do Brasil e do mundo!

Brizola Neto é o novo ministro do trabalho e emprego



Mesmo não sendo unanimidade dentro do PDT, Brizola Neto foi o preferido da presidenta Dilma Rousseff a assumir a pasta.
Brizola Neto superou os caciques pedetistas que não aceitaram como o escolhido do partido para o ministério. Mas a presidente não se curvou e nomeou o seu nome para a pasta.Carlos Daudt Brizola, mais conhecido como Brizola Neto (Porto Alegre, 11 de outubro de 1978), é um político brasileiro, presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no município do Rio de Janeiro. Exerceu o cargo de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro a partir de 2007, liderando a bancada do PDT na Câmara dos Deputados. No dia 2 de maio de 2012 tomará posse como Ministro do Trabalho e Emprego, tornando-se o ministro mais novo do governo de Dilma Rousseff.
Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1982, quando da eleição do avô Leonel Brizola ao governo fluminense.
Filiado ao PDT desde 1997, foi eleito em 2004 vereador da cidade do Rio de Janeiro. Em 2006, foi eleito deputado federal.
Presidente do diretório municipal e ex-presidente nacional da Juventude Socialista do PDT. É neto de Leonel Brizola, ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, e irmão de Leonel Brizola Neto, vereador do Rio de Janeiro, e de Juliana Brizola, vereadora de Porto Alegre.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Esmerino Arruda renuncia ao cargo de prefeito de Granja

Esmerino Arruda (PSD), aos 89 anos de idade, o político mais velho do Ceará, renunciou, ontem, ao cargo de prefeito do município de Granja. A carta de renúncia foi entregue à Câmara Municipal pela manhã. No documento, ele justifica a sua saída afirmando que está enfrentando vários problemas de saúde, além de lembrar que está prestes a completar 90 anos de idade, dos quais 60 foram dedicados à vida política. O vice-prefeito, Hélio Fontenele (PSDB), já assumiu a chefia do Executivo local.

Na carta de renúncia, ele agradece ao governador Cid Gomes (PSB) pelo apoio a algumas obras realizadas na cidade de Granja, onde ele já havia exercido outro mandato de prefeito, entre 1989 e 1992. Esmerino Arruda não deu detalhes sobre doenças ou sobre seu futuro, apenas lembrou os 60 anos de vida política, em que também ocupou mandatos de deputado federal, por 12 anos, e suplente de senador, por 16 anos. A esposa de Esmerino, Carmen Arruda, também foi prefeita de Granja.

"Saio neste momento com a consciência do dever cumprido e de ter trabalhado por Granja até onde minha saúde permitiu. Prova disso é que estou deixando para os granjenses a conquista de 3 grandes obras nesta semana: o abastecimento de água com adutora para o importante distrito de Santa Terezinha, o asfalto para a Sede do município e o recapeamento da longa estrada que interliga Granja aos populosos distritos de Sambaiba, Pitimbu, Taboleiro e Ubatuba", diz a carta endereçada à Câmara Municipal, ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

Mandato
Em 2009, após acusações de uso indevido dos meios de comunicação, a Justiça decretou a perda do mandato de Esmerino Arruda, mas ele retornou ao cargo após decisão do pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Na ocasião, um de seus principais adversários políticos, Romeu Aldigueri, segundo lugar no pleito, chegou a assumir a vaga de prefeito, deixando o cargo após decisão do Tribunal.

Desde o ano passado, setores da política especulam que o Secretário dos Esportes do Ceará, Gony Arruda (PSD), deputado estadual licenciado e filho de Esmerino Arruda, estava se preparando para pleitear a vaga agora deixada pelo pai. Ontem, durante entrevista ao Diário do Nordeste, Gony Arruda negou.

Compromisso

O secretário dos Esportes avisou que tem um compromisso com o governador Cid Gomes e, portanto, não tem pretensão nenhuma pleitear a Prefeitura de Granja. "Não sou candidato. Eu tenho um compromisso com Cid Gomes e vou cumprir esse compromisso até o governador decidir que não tenho mais vali para o Governo", avisou.

O gestor reiterou as justificativas de Esmerino Arruda sobre a renúncia e acrescentou que o ex-prefeito decidiu cuidar da saúde e passar mais tempo com os netos. "Ele já vai completar 90 anos e quer preparar uma festa para comemorar isso. Então, ele achou que estava na hora de deixar a política, até para aproveitar a companhia dos netos nesse pouco tempo que ele diz que tem", ressaltou.


Fonte: Diário do Nordeste

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Agassiz Almeida: Linduarte Noronha, o pioneiro do Cinema Novo.


 Lá pelos fins da década de 1950, quando juntos, Linduarte e eu, cursamos a Faculdade de Direito da Paraíba, num entardecer de um sábado, em João Pessoa, algo iria nortear ideologicamente a nossa visão do mundo: uma conferência do revolucionário educador Paulo Freire. A partir daquele encontro começamos a olhar e compreender a sociedade invisível, aquela que pulula nos subterrâneos dos estratos sociais e cujos gritos e dores são abafados.
Com Linduarte, eu convivi por longos anos, desde os bancos acadêmicos até as cátedras universitárias, quando fomos atingidos pelo Golpe Militar de 64.  Quantas vezes, e foram muitas, ele ia estudar na minha casa à rua das Trincheiras, em João Pessoa, onde eu morava com a família.   Já naquela época, ele era possuidor de uma forte convicção marxista.
Na avidez de conhecermos o mundo dos grandes pensadores, como Marcuse, Marx, Lênin, Gramsci, Lukàcs, Althusser, Paulo Freire, Adorno, Euclides da Cunha, nos fizemos ausentes de aulas na faculdade. Ecos das palavras indignadas de Voltaire, Victor Hugo, Castro Alves, Pablo Neruda e Garcia Lorca chegavam até nós.

Ao escrever esta matéria, contemplo numa distância de mais de meio século aquele personagem  com quem comunguei pensamentos e ideais que nos   embalaram na arte e na política.
Linduarte Noronha marcou um destino. Com  ingentes  esforços e desafiadora determinação, ele retratou  a multidão dos condenados da vida.
Que ruidosos momentos a nossa geração viveu!
Paremos por um instante diante  daquele vulto cuja vida nos legou uma história de insubmissão  aos poderosos e  soube construir uma arte criativa face aos oportunistas de todo o jaez. Documentou os desencontrados de uma  sociedade egoísta. Deixou-nos esta flama.   Tudo nele irradiava uma aura criadora, um não sei quê  de indefinido e místico no seu porte introspectivo.
No fundo das obras precursoras ou nas ações revolucionárias, lá onde elas plantam as suas raízes, encontramos sempre uma razão de rebeldia contra o status quo.
O que nos ligou, a mim e a Linduarte Noronha, foi um sentimento de inquietude, de paixão, a romper o que as forças dirigentes da sociedade queriam nos impor como cultura dominante.
Que época de apaixonada embriaguez! Queríamos empurrar o carrilhão da humanidade para novos tempos e desafiar uma arte encastelada numa estética  por meio da qual se visava apenas satisfazer o gozo de uma  literatice  balofa.
Onde se fez revolucionaria a obra deste cineasta do inconformismo? Rompeu com uma cultura atrelada aos balcões das bilheterias.
O Golpe Militar de 64 nos lançou numa opressiva incerteza, fazendo-nos cúmplices de comuns pensamentos.
Sob uma mesma visão ideológica, olhamos os excluídos do mundo. Ele, pelas lentes da  arte cênica, eu, pelo eco das palavras. Ele, trazendo para si, silenciosamente, a dor dos desamparados que retratava, eu,  desferindo em gritos a condenação aos espoliadores dos camponeses.  A Ditadura Militar nos  arrancou violentamente da universidade. O curta- metragem Aruanda, precursor do cinema novo, revolucionou a cinematografia no país. O  futuro de um Brasil brasileiro ,que abraçamos, tombou sob as botas do militarismo. Eu olhava com melancolia  a  raça negra da serra do Talhado,  projetada em Aruanda,  a terra da promissão, ele sabia ouvir  os gritos dos camponeses esmagados no eito da cana de açúcar.
Certa vez, mostrei a Linduarte um bilhete que Pedro Fazendeiro, morto e desaparecido pela Ditadura Militar, recebeu de um sicário do latifúndio:     Desligue-se das Ligas Camponesas ou você terá o mesmo destino de  João Pedro Teixeira. Ele me olhou e disse:  Que elite covarde esta do Brasil.
Tínhamos a impulsionar os nossos ideais  forças  vivas sob o pálio de uma  chama que  nos fazia  indignados  ante  as  injustiças. Assim, aconteça o que acontecer somos filhos daquele momento histórico da geração de 60.
Que personagem era aquele? Passos lentos, olhar introspectivo, voz mansa quase pedindo desculpas aos interlocutores, alma aberta  às grandes sensibilidades.
Quando lhe relatava, lá pelos fins da década de 1950, as minhas lutas contra o  implacável coronelismo enquistado na região de Cabaceiras e em outras desafiadoras contendas,sobretudo na  organização  das Ligas Camponesas  contra a opressão do latifúndio, ele me ouvia com  inebriez sacerdotal. Então, me perguntava sobre os quilombolas de Boa-Vista, Cabaceiras e Congo. Queria se informar das condições de vida destas comunidades negras.
Um sentimento comum de indignação nos unia.
Num certo dia do ano de 1957, Linduarte me falou emocionado de sua viagem à serra do Talhado, em Santa Luzia do Sabugi, onde conheceu o quilombo “Olho d’Água”, situado às bordas do planalto da Borborema, a cerca de 20 quilômetros da cidade,  e das oleiras, mulheres que trabalhavam artesanalmente  com peças de cerâmica . Tudo ali, para nós, se apresentava numa extraordinária visão, envolvendo  num espanto que nos fazia mergulhar no imponderável. Por horas e horas, Linduarte me relatava a saga da comunidade negra, que chegou  naquela serra tangida  pelas infames condições de vida nos engenhos de açúcar e nos latifúndios da zona da mata no Nordeste.
Após conhecermos a história daquela comunidade, isolada no meio da serra do Talhado, começamos a compreender a formação de dezenas e dezenas de quilombolas. Num dado momento, Linduarte meio trêmulo de emoção, pega-me  pelo braço e solta estas palavras: “Vou documentar  aquele cenário humano”.
Ali começavam a surgir os primeiros lampejos de Aruanda, a obra que abriu uma nova visão à cinematografia no Brasil.
A partir daquela hora, o criador de Aruanda  vestia a sua  criação de forte ideologia para os embates do mundo.     Parecia que toda a história da raça africana, desde os confins das terras escravizadas, penetrava em sua mente. Repetia obsessivamente esta idéia: Preciso retratar aquela comunidade, preciso.... preciso. Seus olhos embriagavam-se de luz, e um estado de êxtase o envolvia.
Não era o destino das individualidades que Linduarte contemplava. Não! Ele mergulhava na essência da própria condição humana. Buscava encontrar o ritmo da história dos agrupamentos humanos  a se debater  ante as injustiças   sociais.  Assim ele olhou o quilombo do Olho d’Água do Talhado.
Euclides da Cunha imortalizou a resistência de Canudos; Linduarte  Noronha retratou o grito surdo dos condenados do  Talhado.

NOTA

         Com a publicação desta matéria da lavra do escritor Agassiz Almeida, ex-deputado federal constituinte de 1988 e autor de obras consagradas no país, homenageamos Linduarte Noronha, o cineasta pioneiro do Cinema Novo, morto em 30 de janeiro de 2012.
         Egressos estes personagens da geração de 1960, Linduarte Noronha na arte cinematográfica e Agassiz Almeida nos embates contra os feudos do coronelismo e do latifúndio,  eles deixaram um legado que marcou a recente história do país com obras renovadoras e ações  reformistas

                                               Danielle da Rocha Cruz
  Professora da UFCG e pesquisadora do Centro de Referência dos  Direitos Humanos do Agreste da Paraíba.  Autora de várias obras jurídicas.